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Data de Publicação: 09/07/2016
CICLISMO EM CATANDUVA (1)
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O interesse por ciclismo em Catanduva começou em 1934, quando aqui chegou de mudança, vindo de Araraquara, o Sr. Antonio  Dias, pai do Sérgio Dias (Lobão) e instalou a primeira agência de bicicletas. Com ele veio seu sobrinho Ângelo Adário (Angelim) para trabalhar em seu estabelecimento, que consertava, vendia e alugava as “magrelas”. E a agência de Antonio Dias passou a ser ponto obrigatório dos adeptos do equilíbrio em duas rodas, entre eles os garotos José Soto (Pipiu), Gabriel e Caetaninho Clemente, Mário Martins, Mário Couto, Augusto Canoso (Pudim), Octaciliano Lopes e outros. Participava também das reuniões o Danilo Moretti, que vivia insistindo com o Sr. Antônio para articular e promover uma corrida de bicicletas. Mas, sem que o Danilo soubesse, a semente já fora lançada pelo Mário Monteleone, que na época, estabelecido à rua Brasil com sua oficina de folheiro, ocupava-se nas horas vagas de promover corridas no largo atrás da Igreja Matriz, convidava a molecada, organizava a corrida e dava prêmios aos vencedores. Assim, em 1936, com essa meninada, aconteceu a primeira corrida de bicicleta em Catanduva, quando houve uma grande concentração de populares em frente da Estação da Estrada de Ferro. Pedro enfermeiro, João Clemente e Paulino Corradi, com as suas motocicletas foram os batedores. O então repórter “foca” do jornal “A Cidade”, Nair de Freitas, fez a cobertura jornalística. Autoridades civis e militares deram um ar solene com a sua presença e Danilo Moretti, eufórico, organizou  a saída dos corredores. O percurso saiu da Rua Rio de Janeiro e foi até Pindorama, retornando para Catanduva sem parada, por estrada de terra com muito areião e mata-burros. Ao final, Antonio Dias, patrocinador, entregou como prêmio ao primeiro colocado, Ângelo Adário, uma bicicleta Caloi.

Naqueles idos foram muitos os adeptos desta modalidade esportiva, destacando-se Pipiu Soto e Augusto Canoso como legítimos campeões, sendo que Pipiu foi o que mais ganhou e Pudim, maior rival, valorizou as corridas com sua garra dividindo a torcida e as apostas e até fã-clubes não faltaram. Quanto ao Pipiu, seu companheiro de todos os momentos era Caetaninho Clemente. Os dois inseparáveis receberam orientações de como proceder em corridas de um célebre campeão sul americano, então treinavam,  preparavam as máquinas, dosavam energias, etc. O ciclismo por aqui sofreu um interregno nos anos 40, só voltando nos anos 50 com a revelação de Pedro Stocco como legítimo herói.       ...

 Pesquisa matéria “O Túnel do Tempo” do jornalista Lecy Pinotti, de 24.10.1990, do Jornal “O Regional” – Arquivo Museu Padre Albino 

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