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Data de publicação: 12/04/2014    |    Enviar por e-mail   |   Imprimir   |   Tamanho do Texto:     |   Compartilhar:    
Data de Publicação: 12/04/2014
1918 - Criação do município de Catanduva
1910 - Fotografia histórica de Catanduva, quando ainda se chamava Vila Adolfo. Aqui vemos uma procissão subindo a Rua Brasil, altura do Café da Esquina.
14.04.1918 - Participantes do ato de instalação do município de Catanduva ocorrido no Clube "Sete de Setembro" que vemos na foto.

  Nelson Bassanetti

  14.04.1918 - Nossa cidade em seus primórdios se chamava São Domingos do Cerradinho, depois, em 16 dezembro de 1909, pela Lei 1.188, passou para Via Adolfo e finalmente em 14 de abril de 1918, foi instalado o município com o nome de Catanduva.   

    A cidade se desenvolveu a partir da chegada do trem de ferro ou de fogo o que ocorreu em 1º de maio de 1910. Nesse dia, às 16 horas, Vila Adolfo, via orgulhosa chegar o comboio inaugural com  espocar de rojões, vivas estrepitosos e outros saudares, da parte dos poucos habitantes da área urbana, acrescidos naquela data, por outros, vindos da área rural em carros de bois e a cavaleiro. Depois, em junho de 1912, com o prosseguimento da ferrovia para Rio Preto, começaram os primeiros rumores da possível criação do município. Atravessaram 1913, 1914 e 1915, nessa esperança, enquanto que a Vila Adolfo já se apresentava com umas 150 casas, máquinas de arroz, café, olarias, além de estabelecimentos comerciais adequados à peculiaridade local.

    Em 1917, um grupo de pró-homens reuniu-se criando um jornal com o nome de "O Município" e fundaram um clube com o nome de "Sete de Setembro", que foi palco de eventos que marcaram a vida do Catanduvense.  Ali, naquele Clube, que se situava nas esquinas das Ruas Brasil e Paraíba, onde até há pouco tempo estava a Casa Facci, as falas e colóquios sobre o Município começaram a ter maior amplitude. Adalberto Netto, Dr. Francisco Araújo Pinto, Dr. Nestor Sampaio Bittencourt e os coronéis Joaquim Delfino Ribeiro da Silva, José Pedro da Motta e Ernesto Ramalho, integrantes da 1ª Câmara Municipal e Antonio Augusto Ribeiro, Pedro Sousa Brito, além de outros, ativaram gestões na capital, junto à Comissão Diretora do Partido Republicano Paulista, visando à criação do nosso município, o que conseguiram através da Lei 1564, de 14 de novembro de 1917, assinada por Altino Arantes, que era Presidente do Estado de São Paulo e que foi o 1º Chefe do Estado a nos visitar o que ocorreu em 1919.  A notícia da criação do município chegou aqui no dia seguinte e foi comemorada sob rojões, apitos de máquinas e passeatas, além de beberete no Clube "Sete de Setembro".

    A 14 de abril de 1918, às 14 horas, nesse Clube, dava-se a instalação oficial do Município, com o nome de Catanduva, em ato presidido pelo Dr. Lafayete Sales, Juiz de Direito da Comarca de São José do Rio Preto, ao qual o novo Órgão Administrativo Estadual pertencia, dentro da taba Judiciária. Assim numa Sinfonia de Brasilidade, o município de Catanduva, teve alvorada a cargo da Banda Musical São Paulo Norte, composta por ferroviários de Araraquara, acordando a população, num saudar pela autonomia. Ainda essa banda deu conta da execução de números em frente à Capela de São Domingos, às 8 horas, quando da missa em ação de graças pelo evento histórico e à  tarde, houve uma retreta, em frente à Estação da São Paulo Norte, num coreto improvisado, culminando a festividade num jantar no hotel do Armindo Acorsi e baile de gala no Clube "Sete de Setembro". Desde 1917, quando se cogitava da autonomia municipal, uma trilogia foi criada e estabelecida pelos futuros responsáveis por nossa cidade: Saúde, Educação e Estradas. Empossados os vereadores, foi escolhido o Coronel Ernesto Ramalho como Prefeito Municipal e o Coronel Joaquim Delfino Ribeiro da Silva como Presidente da Câmara Municipal.  Já em suas funções deram andamento aos seus projetos. Criaram, por lei, 10 Escolas Mistas Primárias, Urbana e Rural e a municipalidade abriu as estradas de automóvel partindo de Catanduva para Itajobi, Tabapuã (via Córrego dos Tenentes), Elisiário, Ibirá, Palmares Paulista e Pindorama. Na parte da saúde, em consonância com o Governo do Estado, trabalharam no saneamento e aterramento da várzea do Rio São Domingos.

    Na parte espiritual, a “Cappelaria curato” de São Domingos, foi criada em 22.04.1915, pelo bispo de São Carlos Dom José Marcondes Homem de Melo, sendo o primeiro “cappelão cura” o Padre Maurício Caputo, seguindo-se Padre Albino, em 28 de abril de 1918.

    No dia 07 de fevereiro de 1920, no Clube "Sete de Setembro", foi instalada a comarca de Catanduva, sendo o primeiro Juiz o Dr. Raimundo Cândido de Mergulhão Lobo e o primeiro Promotor o Dr. Adalberto Luiz da Silva Exel.

    Hoje, a "Cidade Feitiço" celebra 99 anos, com população de 120.000 almas, apresentando índices positivos de progresso, figurando como pólo de realce no Brasil.

    Por tudo isso, parabéns aos Catanduvenses e felicitações a nossa Catanduva.


Pesquisa em vários artigos existentes no Museu "Padre Albino", escritos por Carlos Machado, misto de jornalista, político e homem público

 

Complemento da matéria: 

O nome (Catanduva) já existia em 1909/1910/1911. 

Para comprovação acesse: 

http://www.catanduvacidadefeitico.com.br/site/exibemateria.php?noticia_id=1279 

 

 

 

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