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Data de publicação: 30/03/2011    |    Enviar por e-mail   |   Imprimir   |   Tamanho do Texto:     |   Compartilhar:    
Data de Publicação: 30/03/2011
Cine Bandeirantes
Marilyn Monroe (1926/1962) personificou o glamour hollywoodiano nos seguintes filmes: Torrente de paixões, Os homens preferem as louras, Como agarrar um milionário, O pecado mora ao lado, Quanto mais quente melhor, Nunca fui santa, Adorável pecadora e Os desajustados.
Cine Bandeirantes

Nelson Bassanetti

De propriedade de Amadeu Vuolo de Bauru e de Atílio Salvador Mercandante de Araçatuba, foi inaugurado em 10.04.1946, o Cine Bandeirantes sito à Rua Alagoas, nº 324. Em sua arquitetura era realçado nas paredes dois notáveis relevos, um representando um bandeirante e outro fixando o contorno de um aborígine. O filme inaugural foi “Prisioneiro do Castelo de Zenda”, do diretor David Selznick. Já em agosto do mesmo ano esse cinema foi adquirido pela Empresa Pellegrino & Filhos, juntamente com João Alonso Garcia que forneceu o numerário. A família Pellegrino já era proprietária dos dois outros cinemas existentes na cidade, os Cines Central e República e com a aquisição se tornaram na ocasião os maiores contribuintes em impostos municipais.

Ali foram exibidos vários filmes que marcaram época: Os Dez Mandamentos, O manto sagrado, Ben-Hur, Gengis-Khan, Quo Vadis, Spartacus, Assim caminha a humanidade, Romeu e Julieta, O vale das paixões, O maior espetáculo da terra, Por quem os sinos dobram, Amor, sublime amor, A caldeira do diabo, O velho e o mar, My Fair Lady, Lawrence da Arábia, Guerra e Paz, Moscou contra 007, La Violetera, vários farwest com os atores John Wayne, Roy Rogers, Randolf Scott, James Stewart, Richard Widmark e Gary Cooper. Era um filmaço atrás do outro, público não faltava, formavam-se filas na rua, gente esperando pela próxima sessão. Nas terças feiras era tradicional a Sessão das Moças”, quando elas marcavam presença e os rapazes ali acorriam à procura da cara metade.

Também eram freqüentes por aqui os filmes estreladas pela atriz Marilyn Monroe, star de Hollywood e o maior símbolo sexual do século 20. Era atriz para valer, aquele tipo de pessoa que, sem dispor de um talento dramático tão evidente, enchia a tela. Ela foi um ícone de popularidade, os homens a desejavam, as mulheres a admiravam, mas teve uma vida infeliz, instável e problemática, tanto que morreu de overdose aos 36 anos de idade. Em 1955, foi inaugurada a tela em cinemascope. Ali se apresentaram em shows os cantores: Roberto Carlos, Moacyr Franco, Linda Batista, Ivon Cury, Emilinha Borba, Carlos Gonzaga. Luiz Bordon e sua harpa, humoristas Mazzaroppi e Oscarito, sanfoneiros Luiz Gonzaga e Mário Zan, ator Cyl Farney, conjunto Os Incríveis, os políticos Carlos Lacerda, Plínio Sampaio e Franco Montoro.

A geração downloading não vai entender jamais como era bom se abrigar numa das 1.250 poltronas, capacidade do Bandeirantes, incluindo o balcão (foyer). Lembrando de filmes, ficou na saudade o do cineasta sueco Ingmar Bergman, com aquela árvore, o vento batendo e o entendimento num ‘flash-back’ da realidade, do sonho e principalmente da memória. Era o filme "Morangos Silvestres", vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim de 1958.

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