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Data de publicação: 22/04/2020    |    Enviar por e-mail   |   Imprimir   |   Tamanho do Texto:     |   Compartilhar:    
Data de Publicação: 22/04/2020
FRANCISCO CÃNDIDO XAVIER – CIDADÃO CATANDUVENSE
Benedito Zancaner, Chico Xavier e da. Lola Zancaner

Nelson Bassanetti

Carinhosamente Catanduva recepcionou em 27.08.1974, o conhecido médium mineiro Francisco Cândido Xavier, mais conhecido por “Chico Xavier”, que veio a convite da Câmara Municipal a fim de receber o título de “Cidadão Catanduvense” que o Legislativo lhe outorgou ao acolher a proposição do vereador Maurílio Vieira. O conhecido expoente espírita autor de numerosas obras psicografadas, que lhe projetaram o nome internacionalmente, conduz ao longo de cerca de quarenta anos uma singular cruzada espiritual de superior sentido moral de apoio material a milhares de pessoas necessitadas através de instituições de beneficências. Chegou às 15,00 horas, fatigado, com pressão muito baixa necessitando de repouso imediato. A sessão de entrega do título se deu às 20,00 horas no Ginásio do Conjunto Esportivo “Antonio Gutierrez Molina”, com presença de volumosa multidão. À mesa presidida pelo vereador Éder Pedro Pellizzon tomaram assento diversas autoridades e outras pessoas gradas incluindo-se o Sr. Pedro Nechar, prefeito municipal de Catanduva, Constante Frederico Ceneviva, vice-prefeito, Euclides Pereira representando o Dr. Alcy  Gigliotti, juiz de direito da 2ª vara, deputado federal Freitas Nobre, Westher Chimello, presidente da Associação Comercial e Industrial, professor Giordano Mestrinelli, diretor do Sesc, Álvaro Costa, presidente da União Municipal Espírita, Antonio Stocco, presidente do conselho da Fundação Padre Albino, professor Ivo Dall’Aglio, diretor da Faculdade de Educação Física de Catanduva. Foi constituída uma comissão de vereadores para acompanhá-lo até à mesa dos trabalhos onde foi recebido de pé pela multidão que o ovacionou  calorosa e prolongadamente.  A saudação foi feita pelo vereador Maurílio Vieira autor da propositura tendo  “Chico” em seguida agradecido a Maurílio Vieira pela outorga do título e depois referiu-se a história de Catanduva, desde os tempos da então Vila Adolfo, pedindo licença para nomear velhas amizades que aqui mantém citando os nomes de Benedito Zancaner, Aurora (Lola) Zancaner e seu esposo Sr. Vicente Sanches. Falou do desenvolvimento e crescimento de Catanduva e  a figura do inolvidável Monsenhor Albino. Disse que ele aqui construiu a paz e a fraternidade ao longo de mais de cinco décadas, ele que sabia honrar o culto da fé na sua majestosa catedral de São Domingos e que foi o inspirador dos vários altos institutos de ensino de Catanduva. A ele o nosso imenso amor e o nosso ilimitado reconhecimento. Na parte final de sua oração o médium transmitiu uma mensagem de Monsenhor Albino o que constituiu um lance singular e emocionante, visto que a comunicação envolveu uma longa lista de nomes de pessoas ligadas à história da cidade. Era um agradecimento  do inesquecível sacerdote. Essa citação foi feita sem que ele se valesse de qualquer relação escrita. No seu fecho Monsenhor Albino referiu-se aos nomes de Antonio Maximiano Rodrigues, Joaquim Alves Figueiredo e Domingos Borges da Costa (Minguta), fundadores da cidade,  tendo Chico Xavier anunciado que o saudoso pastor Catanduvense abraçando aqueles vultos da história de nossa cidade “rogava as bênçãos de Jesus Cristo para que nos conservássemos em união bendita” no trabalho da educação e na fé em Deus.  

 Longa fila:

Chico Xavier ficou até de madrugada no Conjunto Esportivo em contato  com os presentes e por volta das 4,00 horas o famoso médium quis ser apresentado a Amador Longhini, o admirável organista Catanduvense que fazia fundo musical O vereador Maurílio Vieira foi buscá-lo perpetrando um trocadilho. Este é o único músico que nunca será profissional, pois será sempre um Amador . . . Chico Xavier abraçou o moço e lhe agradeceu e depois pediu que ele tocasse uma “especial” E Longhini soltou a conhecida “Ó Minas Gerais” que ele começou a cantarolar e daí a pouco, todo mundo estava cantando. . . .

 Pesquisa jornal “A Cidade” de 28.08.1974, edição nº 11.688 (Museu Pe. Albino)

 

 

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