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Data de publicação: 28/09/2019    |    Enviar por e-mail   |   Imprimir   |   Tamanho do Texto:     |   Compartilhar:    
Data de Publicação: 28/09/2019
BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO EM CATANDUVA
1958 – Funcionários do Banespa. Estão de pé e da esquerda para a direita: Aparecido Miguel, Nicanor Nunes Pereira, Valdir Lippelt, Monclair de Freitas, Pedro Cedin, Edgar Ferreira, Antônio Ragazzi, Pirajá Procópio de Oliveira, Humberto Ferrarezzi, Francisco Bueno e Remo Bertelini. Sentados: Mário Goulart Castanheira, José Filizola, José Eberle dos Santos, Nélio Marques Abade e Elpídio Bochi. Foto do arquivo do Sr. Edgar Ferreira

 

Pesquisa de Nelson Bassanetti

Na manhã de 8 de julho de 1935, inaugurou-se a agência do Banespa em Catanduva, a terceira do Banco, além da agência Matriz, em São Paulo e da filial de Santos, inauguradas em 1926. Bico de pena em punho, tinteiro e mata-borrão ao lado, o pessoal do Banco foi preenchendo os papéis e abrindo as contas dos tropeiros, agricultores e fazendeiros que chegavam em cavalos, charretes e Ford bigodes.

Por que Catanduva ganhou a primeira agência do interior? A região da média Araraquarense, após a queda do café nas primeiras décadas do século passado, se transformara em importante polo agrícola e os agricultores apostaram na diversificação de culturas com destaque para o algodão, milho e arroz. O então Secretário da Agricultura Adalberto Bueno Neto, ex-prefeito de Catanduva, conseguiu convencer o governador Armando de Sales Oliveira, com o apoio do então deputado Adhemar de Barros a expandir o Banco e abrir uma filial em Catanduva. Em 1944, já com a força da cafeicultura, o gerente da agência Sr. Maurício Genofre informava que a agência de Catanduva ocupava o 1º lugar entre todas as 40 agências do interior com grande diferença entre Catanduva e a que vinha em 2º lugar, razão para se construir novo prédio na cidade. 

E no dia 16 de outubro de 1948, na esquina da Rua Brasil com Pernambuco, local que antes fora “Bar do Gavioli”, foi inaugurada a nova agência. As solenidades foram presididas pelo Doutor Adhemar de Barros, governador do Estado de São Paulo e assistidas pelo Doutor Caio Dias Batista, Secretário da Viação e Obras Públicas, o Sr. Armando de Almeida Alcântara, Presidente do Banespa, o prefeito municipal Antônio Stocco, deputado estadual Dr. Sidney Delcides de Ávila, prefeitos de várias localidades e outras pessoas gradas. Além das excelentes instalações para o seu uso, o Banco acreditou e investiu na cidade construindo dois andares no mesmo prédio e acima da agência, com 29 salas para fins comerciais e entrada pela Rua Brasil, inclusive com elevador elétrico, uma novidade na cidade. Montar ou transferir seu comércio para aquele local era um privilégio e ali se instalaram: Camisaria do Faccinho, Loja “O Camiseiro” do Rubens Marcello, Alfaiataria “Para Todos” de Paschoal Díspore e Manoel de Freitas, depois Aleixo Bachi e Luiz Baldo, dos escritórios de advocacia dos doutores Lenício Pacheco Ferreira, Paulo Cretella Sobrinho, Domério de Oliveira, Sandoval Áviila e Arlindo Busnardo, os cirurgiões-dentistas Doutores Eder Pellizzon, Milton Maguollo, Foad Riscalla e  Raymundo Lima de Moraes,  dos corretores Djalma Gomes dos Santos e Moacyr Lichti, da Construtora Bianco de Henrique Ernesto Bianco, da Junta de Alistamento Militar, da Filial da Mesbla de Nelson Molisano, da Companhia de Seguros do Hildebrando Gonçalves. Trabalhar no Banespa era ter posição de destaque na sociedade e ali estavam em 1948: o gerente Luiz de Souza Faria, contador Waldemar Ribeiro de Araújo, sub-contador Silviano R. Brandão e os funcionários Vitório Bonucci, Edson Feitosa Barreto, Nélio Marques Abade, Hélio Cardassi, José Barbosa Franca, Elpídio Bochi, Aderval Demenato, Mário Goulart Castanheira, Antônio Ragazzi, Carlos Dal’Aglio, Remo Bertelini, Radamés Bertelini e Nicanor Nunes Pereira. Em 1987, mudou para a Rua Brasil nº 363.

Quanto ao objeto mata-borrão citado no início, ele era usado para sugar e secar os borrões da tinta e ele não evoluiu, viveu enquanto foi preciso e não teve substituto. Tentei procurar uma analogia para ele no computador. Não, não é o delete, nem o selecionar, muito menos o corretivo gramatical. Então, ele sucumbiu com o aparecimento da caneta Bic e não teve vez na era digital, portanto faz parte do passado.               

 Pesquisa em material existente no arquivo do “Museu Padre Albino”

 

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