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Data de publicação: 22/07/2019    |    Enviar por e-mail   |   Imprimir   |   Tamanho do Texto:     |   Compartilhar:    
Data de Publicação: 22/07/2019
“BEIJINHO DOCE” E “CIDADE FEITIÇO”
Atrizes Claudia Raia e Patricia Pillar
“Nhô Pai” e sua esposa Sra. Dora Alice Santos, homenageados
Propaganda do Circo do Nhô Pai e Nhô Fio em 25.03.1955
Sanfoneira Jandirinha, atração da época

 Nelson Bassanetti

Na novela “A Favorita” do autor João Emanuel Carneiro, levado ao ar pela Rede Globo em 2009, as atrizes Patrícia Pillar  como Flora e Claudia Raia  como Donatela,  na pele da dupla fictícia Faísca e Espoleta,  num momento nostálgico, interpretaram  o sucesso sertanejo “Beijinho Doce”  de autoria do Nhô Pai, música de 1945.

João Alves dos Santos, o “Nhô Pai”, compositor popular teve grande sucesso nos anos 40 e 50, interpretando rasqueados,  musica na qual as cordas da viola são puxadas todas ao mesmo tempo com as costas dos dedos, e muito utilizadas nas polcas paraguaias. Aqui em Catanduva era presença marcante com o “Circo Nhô Pai”, junto com “Nhô Fio”, onde,  inovando,   dividia as apresentações em 3 tipos: circense, radiofônico e teatral. Em 1955 instalou seu circo na Rua Pará, ao lado do Correio, e a platéia que sempre lotava sua casa viu o palhaço Palpitoso,  Mário Zan que fez a música do quarto centenário de São Paulo, Irmãos Vieira, a  dupla Cascatinha e Inhana e o trio Luizinho, Limeira e Zézinha.  Gostava tanto da cidade que, fascinado e enfeitiçado compôs, juntamente com Limeira,  a música “Cidade Feitiço”, que num trecho diz: “Catanduva Cidade Feitiço, me prende por isso, me fez prisioneiro. Catanduva cidade harmonia, não há melodia para te refletir. Catanduva meu verso é tão pobre, que feitiço nobre para falar de ti”. Em 20 de março de 1958, foi homenageado num jantar realizado no Restaurante “65”, organizado por Lecy Pinotti, Sérgio Dias e Arnaldo Arnould da Rádio Difusora de Catanduva.  Deixou um legado de mais de 50 composições, sendo a música “Beijinho Doce” seu maior sucesso que estourou no carnaval de 1951, cuja letra diz: “Que beijinho doce, que ela tem, depois que beijei ela, nunca mais amei ninguém. Que beijinho doce foi ela quem trouxe, de longe pra mim, abraço apertado, suspiro dobrado, de amor sem fim. Coração quem manda, quando a gente ama, se eu estou junto dela, sem dar um beijinho, coração reclama”. “Beijinho Doce” foi gravada pela primeira vez em 1945, pelas Irmãs Castro e, posteriormente, pelas Irmãs Galvão e por Adelaide Chiozzo e Eliana, em forma de valsa, incluída em 1951, no filme “Aviso aos Navegantes”, e em ritmo de baião por André Penazzi em 1952. Também foi regravada por Tonico e Tinoco, Nalva Aguiar, Chitãozinho e Xororó, Almir Sater e por fim Ivete Sangalo, sendo um dos maiores clássicos da música popular brasileira.

 Pesquisa no Arquivo do Museu “Padre Albino”

 

 

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