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Data de publicação: 23/10/2011    |    Enviar por e-mail   |   Imprimir   |   Tamanho do Texto:     |   Compartilhar:    
Data de Publicação: 23/10/2011
Sílvio de Abreu

Férias em Catanduva

Nelson Bassanetti


A história de Sílvio de Abreu está intimamente ligada a Catanduva, que é a cidade onde ele passou as melhores férias na época da infância. Aqui, seu pai Mozart de Abreu, pianista, conheceu sua mãe, Anna Mestieri, costureira. O romance com o músico de cabaré, que tocava numa casa noturna,  não foi bem recebido pelos familiares da moça, mas eles, apaixonados, venceram a resistência da família, namoraram e casaram em Catanduva, onde nasceu seu irmão Ubaldo, já falecido. Quando sua mãe estava grávida pela segunda vez, eles se mudaram para São Paulo, e lá nasceu Sílvio em 20.12.1942, sendo também paulistanos, seus irmãos Antonio Carlos e Ana Maria. Em Catanduva, na casa de seus avós Felipe e Maria, italianos de nascimento, moradores na rua Belo Horizonte, fundos da atual Caixa Econômica Federal, esquina da rua Minas Gerais,  ele passava 3 meses por ano, hospedado durante as férias, convivendo com seu tio José Mestieri e sua esposa  Leontina, com as tias  solteiras Luíza (Loy) e Carmem. Aqui também moravam seus tios Aurélio, Antônio e sua tia Angelina Mestieri Roncalho. Em aqui chegando,  a primeira coisa que fazia era ir aos Cines República e Bandeirantes para ver os cartazes e a programação dos filmes que seriam exibidos. E, para quem vinha de São Paulo, onde não tinha liberdade, o fato de ir ao cinema todos os dias era uma festa para ele, e não via a hora de chegar às sete horas para correr para o cinema, passando antes pela Panificadora e Confeitaria São Domingos, dos Irmãos Pellizzon, na Rua Brasil, 679, (atual  Dalto Jóias), onde tomava um leite batido, comprava um punhado das gostosas  balas Chita e embarcava na sua fantasia predileta. Desse seu passado, ele se lembra da padaria Nossa Senhora Aparecida, que se situava à Rua Minas Gerais, 634, (atual Auto Elétrico Miquelotto) que ficava perto da casa dos avós, que vendia sorvete de uva-passa, dos passeios aos jardins do Parque das Américas, da Estação da Estrada de Ferro, da Igreja Matriz, do “footing da Praça da República”  e da Garaparia do Orestes, onde comprava figurinhas e gibis do “Tocha Humana, Super-Homem, Mandrake, Príncipe Submarino, Homem de Borracha, Príncipe Íbis, Fantasma, Cavaleiro Negro, Capitão Marvel”, de onde vinha inspiração para criar suas histórias.  Catanduva era para ele um refúgio, um prêmio por passar de ano escolar. Vir para Catanduva era como ir para a liberdade porque podia brincar, correr na rua, empinar papagaio, jogar pião. bafo, andar de carrinho de rolimã, tomar chuva, pisar na enxurrada, tomar sorvete e acreditem poder ouvir a Rádio Nacional do Rio de Janeiro que aqui sintonizava melhor que São Paulo e ouvir as novelas de “Íris de Oliveira e Paulo Gracindo” e os programas do “César Ladeira, César de Alencar,  Balança Mas Não Cai, Piadas do Manduca”, os quais via e lia  na “Revista do Rádio”. Sua formação não se deu por leitura de livros e sim pelo visual e auditivo, daí o interesse pelo cinema, rádio, e esses sons e imagens foram entrando pelos olhos, ouvidos e foram se arquivando e esse seu conhecimento foi importante para escrever histórias e criar seus personagens de filmes e novelas.

Vários personagens de novelas foram inspirados em seus familiares e em Catanduva. Na 1ª versão da novela Éramos Seis: sua mãe, era dona Lola, atriz Nicete Bruno; seu pai, era Júlio, ator Gianfrancesco Guarnieri; suas tias, ambas solteiras, Carmem, era dona Clotilde, atriz Geórgia Gomide e Luiza, era dona Olga, atriz Jussara Freire. Seus tios Zé Bolacha e sua esposa Leontina foram representados na novela A Próxima Vítima e o personagem Celinho, vivido por Ary Fontoura na novela Jogo da Vida falava muito de Catanduva. Na novela Passione a atriz Carolina Dieckmann interpretou a personagem Diana que era uma jornalista com os pais morando em Catanduva. 

Sílvio de Abreu inovou o ramerrão das novelas, criando um mundo de sonhos e fantasias, gosta de Catanduva como seus pais que viveram juntos por 66 anos. 

Cronologia


Autor consagrado, realizou os seguintes trabalhos:

Televisão: (TV Tupi) 1977 e (SBT) 1994 -  Éramos Seis e na  (TV Globo): 1978 – Pecado Rasgado; 1981 – Plumas e Paetês e Jogo da Vida;  1982 – Sétimo Sentido; 1983 – Guerra dos Sexos; 1984 – Vereda Tropical; 1986 – Cambalacho; 1987 – Sassaricando; 1990 – Rainha da Sucata e Boca do Lixo; 1992 – Deus nos Acuda; 1995 – A Próxima Vítima; 1998 – Torre de Babel; 2001 – As Filhas da Mãe, 2005 – Belíssima, 2007 – Eterna Magia, 2008 – Beleza Pura e 2010 - Passione.

Cinema: 1974 – Gente Que Transa e O Marginal; 1975 - Assim Era a Atlântida e Cada Um Dá O Que Tem;  1977 – Elas São do Baralho e  Árvore do Sexo, e em 1981 – Mulher Objeto.

Teatro: 1991 – Não Fuja da Raia; 1993 – Nas Raias da Loucura; 1994 – Capital Estrangeiro e 1995 – Caia na Raia.


Pesquisa: Sílvio de Abreu – Um Homem de Sorte – Autor Vilmar Ledesma, 

Fotos: 1) Sílvio de Abreu, 2) de 1952, da esquerda para a direita: Antônio Carlos, Ubaldo e Sílvio de Abreu, 3) Festa em Catanduva na casa de seus avós Felipe e Maria e tias Luiza (Loy), Carmen e Leontina, casada com José Mestieri. Aqui também moravam seus tios Aurélio, Antônio e Ângelina Mistieri Roncalho (Revista O Século)

 

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